volta para artes visuais
MILAN DUSEK, brasileiro naturalizado, artista plástico / nasci em Praga, Tchecoslováquia em 1924 / estudei escultura com August Zamoyski, pintura com Jan Zach, gravura com Friedlander e Edith Bhering/ de 1945 a 1972 no Rio de Janeiro dediquei-me mais à gravura e ao desenho de publicidade / em Brasília desde 1972 tenho me dedicado à pintura , à gravura e recentemente à cerâmica. Milan Dusek, SHIN QI 14, conj. 07, casa 10, 71530-070, Brasília DF.
Temas dos meus trabalhos: -Paisagens Botânicas-Paisagens Zoológicas -Paisagens Antropomórficas -Paisagens com Origami -Paisagens Urbanas -Paisagens até Reais Os meus temas preferidos são as " paisagens" que na realidade não são paisagens no sentido tradicional, mas composições livres baseadas em formas do mundo real, recriadas e transformadas em unidades plásticas independentes das formas originais. Naõ faço pintura totalmente abstrata. Acho importante um vínculo com o mundo real, por mais tênue que seja. As maçãs de Cezanne não maçãs mas também não são apenas manchas coloridas; é um mistério, como aliás o é a própria arte. Não faço pintura de cunho social porque acredito que hoje a fotografia, o cinema, a televisão e os jornais são nesse sentido muito mais eficientes. A TV atinge milhões de pessoas e além da imagem tem som e comentários. O público sabe que as cenas são reais; na pintura as cenas são "pintadas". Os retirantes de Portinari ornam os salões de burgueses e dificilmente despertam compaixão. Pela mesma razão não faço pintura épica ou histórica. Como pintar grandes batalhas se as vimos na TV ao vivo na nossa sala de estar ou em efeitos especiais cada vez mais espetaculares no cinema ? Assim a tecnologia reduziu o campo de atividade da pintura moderna ao essencial na arte. Há uma frase no budismo Zen que resume bem os seus objetivos mas que também serve para tentar explicar o que considero o essencial na arte, ou seja "....uma apreensão imediata da realidade sem a intermediação do intelecto." A realidade no budismo não é o mundo real mas o próprio mistério da nossa existência. "... sem a intermediação do intelecto" nos lembra que arte não é racional mas intuitiva. Para apreciarmos uma imagem criada pela mão do artista não é preciso entendê-la. Basta desenvolvermos uma sensibilidade nesse sentido.
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