o temperamento

"...observado pelas cartas que remetia a seus famíliares. Dizia: 'a luta, por vezes ingrata, é fecunda, já estamos vendo a Novacap, cidade que surge'; 'Não poderemos ir ao Rio neste final de ano (dezembro de 1958), estou com um encargo monstro; 'Tenho cerca de cem quilometros de picadões e caminhos de serviço para abrir, a fim de ser possível, antes de 31 de janeiro (1959), unir a penetração primária da estrada Belém-Brasília. Ando agora equipado com helicóptero e avião-correio, cinquenta e quatro máquinas estão chegando de Santos, dando um trabalho incrível para vencer as burocracias do nosso país. Que Deus nos ajude nessa arrancada final'."

(fonte: Arquivo Público do DF)

"...Foi nessa época (início da Belém-Brasília) que Bernardo Sayão em companhia do engenheiro Jofre Parada rumou para Belém, para conversar com o governador Barata a respeito da construção da estrada. Após explicar todos os seus planos para o governador paraense, recebeu com tristeza a seguinte resposta: 'Isto é uma utopia. É um sonho. Só de mata virgem são 600 quilometros. Aqui temos que utilizar mesmo os rios.'

Bernardo volta arrasado com a falta de apoio e confiança. Foi nessa volta que Sayão começa a estudar o mapa do Brasil, e, quando se aproxima da futura capital, diz para o engenheiro Jofre: 'Vamos construir a estrada. O roteiro é esse' e aponta para o traço feito sobre a carta.

(fonte: Arquivo Público do DF)



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