Oscar Niemeyer nasceu no Rio de Janeiro, em 1907. Formado, foi trabalhar no escritório de Lúcio Costa. Como desenhasse muito bem, foi incumbido das grandes perspectivas do projeto da Cidade Universitária, que Lúcio Costa então elaborava, e também de acompanhar, como desenhista, os estudos de Le Corbusier para a sede do Ministério da Educação e Saúde. Por sugestão sua, contida num croquis, o prédio foi situado no centro do terreno - em lugar de ficar alinhado com o Ministério do Trabalho - e teve a altura dos seus pilotis aumentada de quatro para dez metros.

O edifício da Associação Beneficente Obra do Berço, no Rio, foi seu primeiro trabalho individual, ao qual incorporou as peincipais inovações da arquitetura da época (1938). Por intermédio de Gustavo Capanema, conheceu Juscelino Kubitschek, Prefeito de Belo Horizonte, que o convidou a projetar o conjunto da Pampulha.

Sua aproximação com o Partido Comunista, em 1945, causou-lhe problemas como a anulação do concurso por ele vencido para o Centro Técnico da Aeronáutica e a recusa de visto norte-americano para ir dar um curso na Universidade de Yale. Convidado pela Organização das Nações Unidas para colaborar no projeto do edifício sede em Nova Iorque, seu trabalho foi escolhido como base do plano definitivo.

Em 1957 elaborou os projetos dos principais edifícios governamentais de Brasília, com o apoio de um calculista que tornava concreta a beleza imaginada pelo arquiteto: Joaquim Cardozo.

O governo da União Soviética concedeu-lhe, em 1963, o prêmio Lenin da Paz. O movimento militar de 1964 criou-lhe embaraços: seus projetos são recusados ou permanecem paralisados. É então que decide viajar e receb o apoio de importantes líderes: do Presidente De Gaulle, que faz lei especial para que pudesse trabalhar na França; do Ministro da Cultura André Malraux, do Presidente Boumedienne, da Argélia, do líder

George Marchais. Na Europa na Ásia e na África são realizados importantes projetos: a sede da editora Mondadori, na Itália; a sede do Partido Comunista Francês, a Bolsa de Bobigny e o Centro Cultural do Havre, na França; as universidades de Argel e de Constantine, na Argélia e a Feira Internacional de Trípoli, no Líbano.

Na década de 80, trabalhou com o Governo do Estado do Rio de Janeiro na implantração dos Centros Integrados de Educação Pública, tendo também criado o projeto da Passarela do Samba.

(extraído do livro "Brasília" - Governo do DF - Ed. Alumbramento, 1986)


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